5/8/15

My version of "Sacred Hate" a poem from 1898 by the Afro-Barzillian Cruz E Sousa, is in the new issue of The Nation. Here is the original:


Ódio sagrado

O meu ódio, meu ódio majestoso,
Meu ódio santo e puro e benfazejo,
Unge-me a fronte com teu grande beijo,
Torna-me humilde e torna-me orgulhoso.

Humilde, com os humildes generoso,
Orgulhoso com os seres sem Desejo,
Sem Bondade, sem Fé e sem lampejo
De sol fecundador e carinhoso.

O meu ódio, meu lábaro bendito,
De minh'alma agitado no infinito,
Através de outros lábaros sagrados,

Ódio são, ódio bom! sê meu escudo
Contra os vilões do Amor, que infamam tudo,
Das sete torres dos mortais Pecados!



Cruz E Sousa (1862-1898) was born João da Cruz  (João da Cruz e Sousa)
from Ultimo Sonetos (1905)

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